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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Dissolvendo a Esperança? - Os dias correm cegos.

 Os dias estão correndo cegos. 

Dizem que há uma batalha entre o bem e o mal. 
Eu já digo que há a cegueira do bom-senso. Se é que existe senso em tudo.


Acordo, levanto, e há notícias ruins como sempre, mas, dessa vez, com pessoas que apoiam seus próprios massacres.

Festejando a intolerância;

Honrando a violência;

Deleitando-se com o roubo de si mesmas;

Celebrando a falta de empatia;

Adorando um Deus da morte; 

Essa é a realidade que vejo... E vivencio.
Cada vez mais, as pessoas estão se sabotando.



E, antes de mais nada, tudo é política.

O que você come, veste, ensina, ouve, vê, vive... Respira.

E, se não nos posicionarmos, seja por medo ou até mesmo cansaço, você só está se permitindo entrar na escuridão que já está na sua sombra.

Tenho esperança, desde que não tirem a minha liberdade por exprimi-la; pois, caso isso aconteça, eu realmente não deixarei a escuridão em mim, e sim, aqueles que foram coniventes com isso.

Thainá Dominguês Benasse.



sábado, 30 de maio de 2026

Lamber até o Pote...

Nossa, como eu amava ter aquilo que acreditava ser meu por direito.

Mesmo quando odiava o que comia, bebia, fazia ou, até mesmo, respirava.



Mas me justificava:

"Se eu paguei, devo lamber até o pote."

Isso me faz refletir.

Quando a ideia de posse está tão imersa dentro de nós, suportamos até aquilo de que não gostamos, apenas para não abrir mão do que gastamos para manter ou conquistar.



Parece desperdício não saborear o que não é saboreável.

Encher os pulmões até inflá-los em agonia.

Ao amadurecer, percebi que prefiro o desperdício dessas coisas à perda de mim mesma.


Talvez devêssemos reconsiderar abandonar aquilo que não nos agrada simplesmente porque não nos agrada.

Não porque tenha valor.

Ou porque um dia teve.

Thainá Dominguês Benasse




sexta-feira, 3 de abril de 2026

Recomendação : The Villainess Lives Twice - Manhwa


Motivos para ler essa obra fantástica:

Sabe aquele gosto amargo que fica na boca… mas que, no fundo, quando passa, se transforma em algo doce?
Essa foi exatamente a sensação que essa obra me deixou.

É um manhwa extremamente fiel à realidade — e justamente por isso, pesado logo no início.



Sinceramente, comecei a ler há anos e só agora voltei para terminar. Em parte, porque me perdi no meio de tanta inteligência que a autora colocou na narrativa. Não entendo profundamente de política ou estratégia, mas ainda assim consegui absorver algo essencial que a história transmite — um ensinamento que muitas vezes esquecemos, ou até evitamos encarar: o melhoramento.

Aquela ideia de:
“Já que fiz errado, então que continue assim…”
Não. A obra nos convida a voltar atrás.


Muitos colocam a culpa no orgulho. Eu vejo mais como medo.
Medo da rejeição.
Medo de amar.
Medo de se perder — e de perder.
Medo do desconhecido.
E, principalmente, medo da realidade que insiste em nos engolir.

A história trabalha essas emoções em camadas profundas. Situações que já vivemos, padrões que repetimos, sentimentos que fingimos não ver.

Outro ponto que me marcou muito foi a arte: traços delicados, ao mesmo tempo vivos e mórbidos, acompanhando perfeitamente o sofrimento e os raros momentos de alegria.


Os personagens são intensos.

A protagonista carrega uma necessidade desesperada de ser amada — algo tão profundo que a leva a cometer atos cruéis, tudo na tentativa de preencher um vazio dentro de si. Ela nunca soube o que era amor de verdade. Um simples gesto mínimo de atenção já era suficiente para fazê-la acreditar que finalmente era reconhecida.



Já o protagonista… nunca conheceu acolhimento. E acabou se apaixonando por alguém que também não entendia o amor. Ele é doce, e respeitador. Percebo muito, que ele a respeita muito... Ao ponto de ser bem passivo no começo da obra, só no final esse disse uma frase que me pegou muito:

'' IREI TOMAR E AGIR PELO UMA VEZ POR DECISÃO MINHA''

Percebemos que ele nunca viveu , de fato por si...  E isso, é triste.



O irmão dela é outro ponto forte da trama: cruel, arrogante desde pequeno. Sabia que poderia ter o mundo — e quando finalmente teve, destruiu tudo. Até mesmo a mulher que acreditava nele, que via potencial de mudança, acabou sendo arruinada por ele.



Mesmo após a protagonista voltar no tempo e não matá-lo, anos depois, quando todos recuperam as memórias da outra vida… nada muda.
Ele escolhe, mais uma vez, destruir.
E quando falo destruir, é no sentido mais profundo: tomar a vida de alguém para si, até o fim.



Um dos momentos mais dolorosos, para mim, foi quando a protagonista, já com uma filha, escolhe se afastar. Não por falta de amor — mas por acreditar que não merece amar.
Ela se convence de que a filha está melhor sem ela… quando, na verdade, é apenas uma forma de fugir do vínculo.



E, para fechar um ciclo marcado por dor, ela confronta a mãe — aquela que sempre a rejeitou.
Mesmo sendo vista como uma “bruxa”, ela decide:
se é assim que será vista, então será — mas será feliz.

Porque, na vida passada, ela pecou.
E agora, escolhe viver.




Essa obra tem muitas camadas. Muitas mesmo. Não dá para falar tudo sem entrar em spoilers.

Mas, no fim, ela nos faz refletir sobre algo muito real:
o ambiente em que crescemos, as relações que mantemos… tudo isso molda os padrões que repetimos.

E só existe uma forma de quebrar isso:
querendo mudar. E, AGINDO.



THAINÁ DOMINGUÊS BENASSE





SINOPSE:

Sinopse de The Villainess Lives Twice:

A história acompanha Artezia Rosan, uma mulher conhecida como vilã — alguém que manipulou, mentiu e destruiu vidas para colocar o próprio irmão no trono.

Mas, no fim… tudo dá errado.

Traída, descartada e reduzida a nada, ela percebe que todas as escolhas que fez não trouxeram amor, reconhecimento ou pertencimento — apenas vazio.

À beira da morte, Artezia recebe uma segunda chance: voltar no tempo.

Dessa vez, ela decide mudar o curso da própria história.

Em vez de ajudar o irmão a se tornar imperador, ela escolhe apoiar Cedric — um homem íntegro, que representa tudo o que seu passado não foi.

Mas essa nova jornada não é sobre se tornar “boa”.

É sobre algo muito mais complexo:
corrigir erros, enfrentar as próprias sombras… e tentar construir algo diferente sem saber, de verdade, o que é amar ou ser amada.

Entre jogos políticos, estratégias e manipulações, Artezia caminha em uma linha tênue entre redenção e repetição — tentando provar, talvez mais para si mesma do que para o mundo, que ainda pode ser mais do que aquilo que foi.