Páginas (:

Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de maio de 2020

Entre a Maldade e a Bondade


                      Entre a Maldade e a Bondade


‘’ Mas, ele fez isso! Ele tem que pagar! Eu irei devolver a mesma maldade!’’ – disse eufórico de raiva.

‘’ Hey, eu sei que você está nervoso... Todavia, escute bem o que irei te falar. Já percebeu que, as pessoas costumam achar justificativa para cometer maldades?’’ – articulou de modo calmo e claro.

‘’ Inda bem que você sabe que eu estou bravo... ’’ – fora ríspido, compreensivo até... Irônico como sempre.

‘’ Sei sim... E sei também que está falando isso na hora da raiva. Ademais, acredito que existam pessoas das quais só falam também. ‘’ – em meio a pausa, soltou bufadas de vapor quente, em meio a um clima gélido e ao mesmo tempo esclarecedor. E então continuou:
Blood Moon + Blue Monday +Vampire… or Batman. I`m not sure 🙄 🙄 🙄 — view on Instagram http://bit.ly/2CBiaBk

‘’ O mundo é grande, e por isso, coloca na sua lista, que existem outras que fazem o mal... Por que querem. Então, não se precipite ao dizer que irá o fazer. ‘’ – tirou as luvas pretas, da cor de seus cabelos, e esfregou suas mãos paralisadas do frio.

‘’ Eu sei... É que... É tão injusto. ’’ – disse jogando uma pedrinha no lago congelado. ‘’ Fazemos o melhor do que podemos, para ser honestos e contribuir para mundo da melhor forma, como fora nos ensinados, todavia tem pessoas mesquinhas, repugnantes que limitam essas ações... É tão revoltante. ’’ – não a olhou em seus olhos.

 Sua toca cobrirá seu ouvido, mais ela sabia que não sua mente.

‘’ Vishi se é... Quantas vezes eu deparei-me com isso. Essa É a vida. Então, se for culpar alguém, culpa a natureza do errar. É nele que aprendemos. A maldade é apenas uma opção entre o fazer o bem. Não invista no mal sabendo que você pode fazer o bem. ’’ – ela puxou sua mão, e complementou:

‘’ Escute bem.’’ – puxou sua cabeça, para fixar seus olhos azuis nos méis dele. ‘’ Saiba que a vida irá testar muito a sua capacidade de odiar, quiçá cabe você escolher a ignorar, e quem sabe a perdoar. ‘’ – os olhos dele ficaram um tanto vermelho. Assim que desviou sua cabeça, e consequente seus olhos, suou o nariz em disfarce.

‘’ Sobra apenas o perdão?’’ – questionou já não tão bravo.

‘’ Sobra sua vontade. Você tendo um Deus ou não, se pergunte, devo machucar mais a mim mesmo para provar ao outro o gosto de ser machucado também? Porque, quando eu machuco alguém, você está se machucando. Mesmo aqueles que não percebem pagarão isso. ’’ – ao falar isso se levantou.

‘’ Resta-se então, o amor. ’’ – ele segurou sua pequena mão para levanta-se também.

‘’ Sim... Ótima escolha, não? O amor próprio. ‘’ – sorriu.


- Thainá Dominguês Benasse


AUTORES MARAVILHOSOS!
>> JUNGSUK LEE << 
>> ORIOL VIDAL <<

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

A LARANJA


A Laranja
Resultado de imagem para laranja quatro partes
Sentada sobre a rede e aprofundada em seus antigos pensamentos, ouvisse as madeiras gemer, todavia, se dará conta que era apenas velhice dela... ou daquele chão?

Suas rugas contavam histórias, como aquele pôr-do-sol que a observava de longe.
Cortou a laranja em 4 partes, e lembrou-se, sim, do seu sabor, o sabor que experimentava em sua juventude, aquela amarga e doce.
JamesJaquesTissot
Havia conquistado tudo que queria, uma casa para morar, memórias a degustar, só que ela se esqueceu do mais importante...
Um alguém a se contar.
Viu-se sozinha naquele grande sitio que lutou para ter. Suas marcas na pele, novamente não falham em contar sua história.
Sim, ela teve alguém para suaviza-las as vezes. Enfatizo, esqueceu de como mante-las assim, não tão marcantes.
E agora... para quem contaria suas lembranças?
Ventos? Terras? Gados? Laranja?!

Ela já achava que não estava mais sã.


'' Vamos laranja seja minha... doçura enquanto durar.''
--

 lamentou.

- Thainá Dominguês Benasse




quinta-feira, 18 de julho de 2019

Recarregando o Calor



‘’A bateria está acabando. . . O tempo é mensurado pelo que você vivi; aquilo que você vê. Não, aquilo que sente. NÃO aquilo que você… Respira.
Mais ele se indaga o motivo de sua bateria estar acabando.
 O tempo é estipulado por quem?
O prazo dele é vencido por aqueles que são superiores? De fato é isso.
O frio que bate naquelas costas já ásperas é da realidade. Ela aflige muitas pessoas que tentam evita-las. Quase me esqueço, mesmo que você a enfrente, ela te bate.

Ninguém está preparado para ela. Surpreendendo sempre.
Todavia, o pior de tudo é quando você descobre que o afável antigo, já se mudará, e suas manobras já são vistas sozinhas.
A impetuosa esta te assistindo sozinha. ’’
It's raining Earl Grey outside by STelari
- Não conte asneiras. – ‘’a voz dele vibrou em meus ouvidos’’.
- Muito obrigada por atrapalhar minha historia de lição.

- Bem, agora conte a parte boa, idiota. – ‘’ sua a voz é sempre grosseira e chata’’.
Breaking the silence by STelari
-Se você calar a boca eu continuarei. – tive que revirar os olhos. Ele é sempre tonto.
''Mesmo que ele estava sozinho e enfrentando a vida escuridão, porém o ditado que ouviu de suas experiencias que sempre o fez levantar.'' 
''A solidão e frio que te assolam é sempre porque tu deixaste te pegar; Não é de se admirar que muitos se entregam por falta de si mesmo. Por falta de reconhecerem seus feitos. Pessoas ajudam é claro, porém o frio que te preocupa só você pode acabar com ele. A vida te mata aos poucos, eu sei… Quiçá, cabe a você tirar proveito de cada momento dela. ‘’
- Satisfeito? – ‘’indaguei-o’’.
- Não muito. – ‘’ aquele espertinho sorriu. ’’

- Thainá Dominguês Benasse
Winter River by STelari



quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Gruta dos Confins




Em 1890 quando tudo aconteceu, uma maldição foi lançada por sangue, onde cada mulher de cada geração carregaria um tormento,pois o amor é mutável, não constante.
Tudo aconteceu por um amor irremediável, de dois servos enlouquecidos pelos seus próprios fortuno. Mas, o excesso é sempre um martírio... Ênfase a isso foram firmar seus votos de paixão, segundo a lenda, falava-da Gruta dos Confins, onde tudo você jurasse com veracidade; permaneceria na eternamente.
Resultado de imagem para casal desenho 1890
Suas intenções eram puras, todavia, mal sabiam que suas almas entrelaçariam, e a morte de um, seria a do outro.
- ‘’ Seus nomes eram Arthur e Aurora’’ – finalizei.

- Mas, e o restante, Little Bunny? – encarei-o e revirei os olhos.
- Little Bunny? Quem te ensinou isso, Henry? – bati na bunda dele. – Vai tomar banho e escovar o dente, já-já, sua mãe estará aqui para te buscar.
- Foi o... – um shiu surgiu ao longe.
- Cedric. – olhei-o e suspirei. – Daqui a pouco tenho uma advertência aqui na escola porque ‘’Amigos da professora’’ fica ensinando idiotices para as crianças. – fiquei organizando a mesa de atividades, que aproposito estavam cheia de livros.
- Não seja por isso... – seus cabelos louros escuros apareceram em minha vista. – Sejamos amantes. – galanteador e ridículo às vezes.
Resultado de imagem para revirar olhos gi
- Ahan. – sinalizei. – Hey, vou arrumar minhas coisas, e já vou lá para fora.
- Sim, senhorita. – ele fez uma cara de bobo, e saiu.
Percebi que segurava o livro que estava lendo... Era meu, meus pais me deram, uma tradição de família diria. Sabia que era real em alguns aspectos.
 Aurora e Arthur existiram, porém, como racionalista, posso confirmar, que a mente humana é exagerada e iludida.
Ao bater da porta, levei um susto, que quase xinguei, mas contive-me.
‘’Quem é... Oh! Em meus sonhos, seu jeito de articular nele; uma guerreira extraordinária já tinha visto o terror de suas ações sem falar do seu olhar devorador e frio... Ela era temida pelo um todo. Ela. ''
- Vim pegar minha oferenda. – uma nuvem negra pairou sobre minha barriga, e como um raio-x, eu vi o que foi depositado nela.
 A escuridão temida. O embrião da raiva e dor. –Geste isso; O filho do desastre. – seu riso assustava mais que a minha barriga sendo preenchida por um ser malicioso. Como um clarão, tudo se apagou.
‘’O sangue que carrego é amaldiçoado. Sem ser minha culpa, levo a dos outros. Infortúnio meu, e fortuno dos amantes ingênuos.’’ – estava vagando em delírios, gotejares escoava em meus ouvidos.SANGUE.‘’

- Thainá Dominguês Benasse

ARTISTAS ( IMAGENS ):
>> Dermot <<
>> Stelari <<




quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

A BORDO!


-Gente, Nova maresia, olhem ...
A comandante mulher disse quase como se o peito dela fosse explodir de emoção.
- Carregue-me... Mas, não me despedace, por favor. Você é tão atrativa, tão verdadeira, tão você. – respirou. – Não, não sei, eu sou eu com você, no entanto, eu sou melhor de mim quando eu paro no tempo e ouço você… É refrescante.
Rise by Joyceline Furniss
(https://www.inprnt.com/gallery/joifish/rise/)

As correntes mudaram novamente, AO NORTE!
- Ao norte... – repetiu o que a brisa soprou. A chefe mulher ficou no convés, e findou meus olhos no horizonte. – É tão brilhante! Ah, o que sinto interfere no meu ver. 

Olhem,  das nuvens nascem formas donde ante eram apenas vapores em meu conceito. – seu peitoral estufou tanto que ela começou a chorar. – Bagunçou minha vida, você. Mesmo assim, é gostoso. Essa sensação que pensei que tinha perdido. – o barco balançou.
- Capitã, que norte é este? – perguntou um tripulante inocentemente.
- Hm? – segurou seu queixo com seus dedos alvos. -Eu também não sei... Todavia, estou me permitindo ao misterioso. – bradou para sobressair sua voz do zéfiro alvoroçado. -Vamos tripulação, vocês me adoram tanto, tenho certeza que não estou sozinha se os ventos forem maus comigo. 
/tcc/
Vocês sabe, vocês tem seus barcos reservas todos vocês, menos eu. Por isso os chamei, se algo der errado. Dei-me forças, meus piratas de coração!
- SIM, SENHORA COMANDANTE!
- AVANTE! – soprou e badernou suas madeixas.
Beach art Flat archival canvas print of original, "I Would Rather Be Here" Romantic couple - Laurie
- Thainá Dominguês Benasse


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Lapsos


- Não sabia que esse era o céu... – ela olhou para cima inocentemente. – E este era o mar... – deslumbrou aquela azul refletia em sua alma carente.
- Ah... É. – quase soletrando as palavras concordou melancolicamente.
- Lembro-me de vagamente de uma pessoa loura, com um sorriso radiante... Ele tinha sede de viver, aquele marinheiro. – deu uma risadinha tímida.
- Conte-me mais. – era um interesse verdadeiro, porém, tristonho.
- Então, ele era alto e o que me parecia ignorante. – disse pensativa.
- Ignorante?! Porque acha isso? – indignou-se.
- Porque ele achava que eu não sabia que seus lábios queriam os Meus e tremia pelo meu calor, no entanto, fazia-me surda e muda perante a toda situação.
- Como você é... Hein. – revirou os olhos.
Dança
- Como eu sou...? – era um lapso, uma fratura em sua alma. – É..., onde estou? – virou-se de lado em lado, era um jardim tão lindo ao seu redor, o mar a sua frente, e as pessoas vestidas de branco. – Retornou a olhar aquele homem de cabelos prateados, e olhos méis. – Sei que estou doente, voltei à consciência agora. Já sei diferir, meu Hadrien.
- Diana... – seus olhos brilharam.
- Eu não sei o que dizer... Não há desculpas, e não a obrigadas que tanto queira falar, mas deixarei um beijo. – debruçou sobre ele, arrancando um doce e delicado selinho. – Eu te amo, e sempre te amarei, pode ver, você vê... Até em minha doença, recordo das suas asneiras. – sorriu para si.
- E por isso que... Nem sua doença vai me tirar do seu lado. Eu te amo, Diana. Com ou sem memorias, eu te amo... – repetia e chorava.
- Oi. – afastou-o. – Olhe... As nuvens parecem seus cabelos. – e então, Hadrien olhou em seus olhos azuis, e assentiu.
- Sim. Como os seus também.

- Thainá Dominguês Benasse

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O Homem de Preto


Olá pessoal!

Resolvi tentar algo diferente, inspirei-me quando conheci uma pessoa estranha estes tempos, e saiu isso!
 Com as coisas da faculdade surtiu uma ideia meio louca, de juntar o ‘’Outro’’ da Antropologia, com o particularismo de cada um ao vê-lo, não sei vocês sabem, porém antropologia estuda diversos povos, e no começo de tudo, o medo e a duvida sobre a si mesmo foi imposta. Sobre isso resolvi criar essa reflexão;
Escrevi isso, uma short History.
Sem mais delongas, aproveitem! Espero que gostem!
O homem de preto
Parecia um símbolo de exclamação com interrogação.
Onde andava ressaltava pessoas,
Enfatizava sua presença,
Mas ninguém sabia o motivo de sua comparência.
Era uma tarde quente, e junto levava seu pequeno ‘’suporte’’, o avermelhado homem barbudo. Eram dois enigmas.
O homem pálido precisava dispor de um chapéu,
Pois, sabedoria teria que se abastecer em sua cabeça, de tamanho potencial.
Um ser que nada sei, mas que estava curiosa para descobrir.
Minha visão difícil de distinguir; ate pode ver seu anel no ultimo dedo, como um rei em meio aos mortais.
O homem de preto em que talvez jamais possa vê-lo-á
Só restou o gostinho instigador e alimentador. 
O escuro, alvo, alto, homem... E seu companheiro?
- Thainá Dominguês Benasse




quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Pureza


‘’Mãos amarelas essa minhas... Escrevendo nesse papel amarrotado... ‘’– apalpou seu estomago.  ‘’ Estou enojado... Estou tão nauseado que tento escrever cada palavra com mais afinco. As verdades que ninguém quer ouvir, as certezas que ninguém quer saber; Tento equilibrar minhas entonações, mas elas calhem em me trair. ’’
De novo, pegou-se no papel.
‘’ Não seja grosso. Seja suave e sucinto. ’’ – repetiu a si, e se deu um tapinha na cara.
- Era uma vila onde uma família se sentia feliz na ignorância, quando um deles percebeu que os pais não eram mais os mesmos, quer dizer, nunca foram, deu-se conta muito tarde;
Desculpou-se com o escritor, e continuou.
- Não, quem era o ignorante ali, era o pequeno, por não saber que nunca houve uma família completa, era apenas sua visão sobre as coisas. Demorou-se a perceber.

‘’A goteira!’’—pegou um balde correndo, e colocou embaixo daquele buraco irritante no telhado. Era como se fosse sua consciência alertando a tomar cuidado.
- Medialmente estagnado, aquela criança não se encontrava esperança; era uma tarde de domingo , quando pegou seus cadernos, sua mochila, suas roupas, e um ferramenta da terra... Do sertão, do campo. E foi-se entre a trilha feita por sua mão, entre o trigo preguiçoso e bege.
‘’Família.’’ – enfim terminou sua obra objetiva.
- Idiota... – uma garota apareceu por trás abraçando-o. – Você sabe que a família sempre foi uma instituição, não? Formou-se para manter a linhagem por puro egoísmo do pós-morte... – falou com afinco. – Hoje em dia, a geração tomou partido do valor de cada coisa, e o sangue, aquele ditado... – murmurou. – Ah...  O sangue é mais espesso. É uma coisa mais tradicional.
- Gracinha. – apertou sua bochecha.
- Não se importe meu bem, o sangue pode ate ser mais espesso que água, mais a água é pura.
- Pureza. – repetiu.

- Thainá Dominguês Benasse