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segunda-feira, 4 de setembro de 2023

O Espelho da Alma/ das Almas.

 Pequena menina. Que se sentia sozinha. Encarava seu espelho redondo, na imaginação dela, como ela estava.


Se sentia sozinha. Achava que a vida não tinha sentido na imensidão de sua escuridão interna.

Suponha que ao vomitar suas entranhas, ela seria aceita pelas suas próprias leis. Sendo tal lei, criada pela sociedade, ou melhor, imposta; ser magra, bonita e bem-vinda a tudo,e todos.

Porém, não era só isso. A menina não tinha respeito por si, pois o que escuta e respira, é negatividade e injúria de todos, em sua realidade. 

- EU não sou bonita!

- E quem é?

- EU não sou aceita!

- E quem precisa ser aceito?

- Eu... sou sozinha.

- Somos todos um pouco sozinho. A diferença que não precisamos viver se sentindo assim. Porque, o humano é social. E precisamos um do outro, em uma parte da vida.

- EU peço ajuda todos os dias... Colocando para fora essa dor que não cabe em mim.

- Já me senti assim. A diferença é que, minha filosofia mudou. Em parar de olhar todo ao momento em minhas falhas, e começar amar minhas imperfeições. Não é fácil quando convivemos com uma dor que sussurra. Mas, não é difícil, quando começamos nos ajudar, pelo menos, um pouco.

- MAS... é difícil.

- É... Sempre será. Ressalto, aos poucos.

- Aos poucos...

- Pequeno passos...- um abraço.

- Passos, e abraços. Dói.

- Dói.


- Thainá Dominguês Benasse.

Para minha irmã. 

 04/09/2023

domingo, 4 de julho de 2021

Emaranhado de Linhas

 

Emaranhado de Linhas



Era crochê? Era bordado? Não sabemos. Só sabemos que as linhas estavam tão fixas, tão certas... Todavia, houve um enroscar, um feito no tecido. Desfiou, formaram-se bolinhas, e interrompeu o percurso...

Estou sendo impedida? Será uma aprendizagem?

Vamos pensar sobre...

Apesar dos desafios dessa pequena avalanche de plumas, essa parada fez-me refletir.

‘’ O que somos da vida, a não ser o que fazemos dela?’’

Isso é realmente doloroso. O que poderia fazer quando o que realmente eu quero alcançar, demanda a ida de minha essência? A mudança dela? Ou será que todos estamos suscetíveis a aprimora-la e mostrar mais como somos ao lidar com a vida?

Não sei... apenas sabemos que nesse momento, essas linhas estão me devorando... De um jeito, terrivelmente desnecessário, a meu ver.

O que não sabemos se seriam ao ver de todos.

- TDB.




domingo, 8 de dezembro de 2019

O Arranho Dado


O Arranho Dado.

Era em uma sexta-feira, onde a fúria da noite se entendia como um tapete entorpecente.

Ao rolar junto ao céu, esqueceu o fato que não estava ligada a ele; mas se pendeu e o seguiu.
Não se discutia se riscava sua pele alva, os gritos, a angustia do dia seguinte permanece. A pessoa agredida se tem palavra de errada, mesmo que sua ação foi certa.
As imagináveis vezes que todos tomam decisões equivocadas, mesmo que fossem minúsculas, as pessoas tendem a tecer a própria verdade, ou resolução.

‘’A culpa foi sua por não ouvir.‘’
‘’Eu avisei.’’
Como se descobre se vai chover depois de meses?
Justifica agressão a mulher?
[Externalize]  Você queria minha mão  Meu corpo inteiro Minha alma  Minha cabeça desligada Minha segunda-feira amarga  Mas meu coração Esfolado e cheio De amor e medo  Caiu no chão  E se partiu ao meio  Sobrou pra segunda-feira Leve e verdadeira  Remendar os buracos  Do meu peito inchado  Que até teus dedos  Distorcidos e opacos  Suando a tabaco Insistiam em alargar    Antes que eu [externalize]  Quero saber se foi o eclipse  Que causou tamanha desconstrução    A cada nova segunda-feira

Agressão, independente da situação, contra a mulher, é inadmissível. Não falo de um jeito generalizado, mais A MULHER, que se faz presente, que se conquista o seu futuro, e procura buscar no passado suas experiências, das quais agora, anota em seu papel uma violação de sua liberdade de agir.

Pois bem, temos que ouvir caladas e controlar nossos ‘’ânimos’’, quando o mundo inteiro, te aponta seu defeito por simplesmente não aguentar mais.
Retratos em aquarela de Agnes Cecile
De fato, a lei do Brasil, se expira antes mesmo de colocar em ação; Onde vivemos em um país que nós restringimos em tomar cuidado com suas atitudes, e no final, sempre será sua culpa por tomar decisões errôneas.

Por que quando o dia vem, a lua já não tem mais seu brilho, pois o SOL que a ilumina inspira sua confiança à noite, que bom seria, se este lampejo, fosse verdadeiro no Brasil. Onde as mulheres teriam voz, não... Onde as leis tivessem utilidade.

 How to take silhouette photographs....
PS: Eu escrevi hoje, dia 07 de dezembro de 2019, uma lembrança desse dia terrível, que tive para faze-me provar, que mesmo diante de tantas coisas, eu procurarei ficar firme. Sim, é uma recordação asquerosa, quiçá, irá me fazer valida do meu viver. Sobrevivi para escrever isso, de Alma e Corpo. Pois, mesmo que meu psicológico esteja abalado, minha alma está intacta com minha convicção. Obrigada a todos por lerem, e espero que denunciem, e se informem.
Não seja a Lua sangrenta que todos estavam loucos para ver, e nada tomar ações para ajuda-la, quem vê, FAÇA, quem sofre, AJA.
Obrigada.

Thainá Domingues Benasse
A ilustradora Jenny Yu cria belíssimas ilustrações que exploram incrivelmente bem o uso das cores e tons corretos, criando um efeito único de iluminação em suas ilustrações.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

OCUPASSE DE SI!


Ocupasse de si.
Ao aclamar vontades, na vida, gritamos também, deveres.
Realizações só terão sentido ao se esforçamos para obtê-las.
Não é de toda maldade que alguns falem ou façam as coisas com você por sua ignorância perante obrigações, mais porque, algumas pessoas estão cansadas de refletirem seus próprios erros, e terem que lidar com os seus.
 
Querendo ou não, a vida não é apenas a um. Você come, bebe, vive no conforto em si, pois milhares de pessoas do mundo todo trabalham para isso, como você.

E o mínimo, significativo de respeito, é você dar valor ao próximo, e sem falar, aqueles que convivem com você.

Posso dizer por mim, que sou o ser raivoso, todavia, aprendi que a raiva nos leva a equívocos e ingratidão;
Ou seja, tome cuidado do que fala, mais nunca se cale a verdade.
Por isso, a gentileza tem limites, podemos tratar a pessoa como humana, por ajudarmos uns aos outros, quiçá, nunca em favor do seu orgulho. Nunca em valor da sua saúde.

É por isso, não vivo por coisas fúteis, ou desnecessárias, vivo por mim, e por aqueles que amo, e me amam de volta.

Por isso, não se tratem de forma errônea. Não se martirizem por cansarem da pessoa, por dá-la oportunidades.

Aprendam... As pessoas estão onde estão porque querem. Justificam seus atos por medo.
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Sigam sua vida, no dançar das folhas do seu coração.

PS: Desculpa a demora por escrever algo! E obrigada por sentirem falta das minhas escritas

OBRIGADA MEUS AMORES!

- Thainá Dominguês Benasse



Artistas:



 



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

E as Campinas?


Tremulo. É como me defini ao fugir de um martírio. Sendo domado pelos outros; em busca de ideais somente deles. Um estabulo.

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Sem mencionar que ao nos revoltávamos eram dada as famosas chicotadas;

‘’Porque deveria continuar a apanhar por um querer alheios?’’

Fugi. Nas campinas mais verde e mais dócil, como pensava. Enganei-me.
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Firmei-me ao solo a admirar a paisagem, quando percebi que para eu ter de ficar naquele solo, deveria sobreviver.  
Ecoou um relincho; Frustração.
E nisto, com meus belos pelos negros, com meu instinto, eu visualizei somente mais uma coisa.
 A venda da minha liberdade para a sobrevivência de outrem.
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Percebi que a fuga de um tormento por outro é que a diferença seria que levaria uma luta pela minha vida, só minha.
No fim, suscitei que a liberdade é fajuta quando se é imposto um sistema tão injusto como os fora criado.
Hoje, eu sou um cavalo nômade... Sei que o diferencial no social não o fiz, porém quebrei as correntes da minha vida.
Amenos isso.
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Subirão em meu dorso aqueles tem a honra, e outrem que eu preciso permanecer aqui. Em poeira.
Poético e melancólico. Não... Ou sim? Só sei que é a realidade de muitos como eu.
Bem-vindo ao mundo real. Corra... Não engula, alias terra.


- Thainá Dominguês Benasse
Obras de arte:
> Jonna Lamminaho <