Pequena menina. Que se sentia sozinha. Encarava seu espelho redondo, na imaginação dela, como ela estava.
Suponha que ao vomitar suas entranhas, ela seria aceita pelas suas próprias leis. Sendo tal lei, criada pela sociedade, ou melhor, imposta; ser magra, bonita e bem-vinda a tudo,e todos.
Porém, não era só isso. A menina não tinha respeito por si, pois o que escuta e respira, é negatividade e injúria de todos, em sua realidade.- EU não sou bonita!
- E quem é?
- EU não sou aceita!
- E quem precisa ser aceito?
- Eu... sou sozinha.
- Somos todos um pouco sozinho. A diferença que não precisamos viver se sentindo assim. Porque, o humano é social. E precisamos um do outro, em uma parte da vida.
- EU peço ajuda todos os dias... Colocando para fora essa dor que não cabe em mim.
- Já me senti assim. A diferença é que, minha filosofia mudou. Em parar de olhar todo ao momento em minhas falhas, e começar amar minhas imperfeições. Não é fácil quando convivemos com uma dor que sussurra. Mas, não é difícil, quando começamos nos ajudar, pelo menos, um pouco.- MAS... é difícil.
- É... Sempre será. Ressalto, aos poucos.
- Aos poucos...
- Pequeno passos...- um abraço.
- Passos, e abraços. Dói.
- Dói.
- Thainá Dominguês Benasse.
Para minha irmã.
04/09/2023







![[Externalize] Você queria minha mão Meu corpo inteiro Minha alma Minha cabeça desligada Minha segunda-feira amarga Mas meu coração Esfolado e cheio De amor e medo Caiu no chão E se partiu ao meio Sobrou pra segunda-feira Leve e verdadeira Remendar os buracos Do meu peito inchado Que até teus dedos Distorcidos e opacos Suando a tabaco Insistiam em alargar Antes que eu [externalize] Quero saber se foi o eclipse Que causou tamanha desconstrução A cada nova segunda-feira](https://i.pinimg.com/564x/8e/9b/6e/8e9b6e5b643cafa2895f8a6eb4b7f396.jpg)








